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A Federação das Indústrias no Estado do Mato Grosso (FIEMT) tem 36 sindicatos patronais como associados. Estes variam muito em tamanho, estrutura e número de empresas associadas, e se espalham pelos 903.358 km² do terceiro maior estado do país, defendendo os interesses de cada setor produtivo.
A FIEMT desejava fortalecer esse sistema, pesquisando a estrutura e as dificuldades de cada sindicato, que ações poderia tomar para fortalecê-los e se valia a pena manter todos. Para isso contratou o SMG, através do IEL (Instituto Euvaldo Lodi), sociedade civil dedicada à capacitação empresarial.
 O caminho para o fortalecimento da FIEMT era longo - mas o SMG a ajudou na travessia
O relacionamento entre o SMG e o IEL já era antigo. Os consultores Helton Haddad e Evandro Tenca deram aula na pós-graduação do IEL em 1998, em parceria com a FIA-USP, e desde então mantiveram contato, realizando diversos cursos. Em 2007, Helton foi contratado pelo IEL para dar dois cursos: um sobre Planos de Negócio na realidade sindical, outro sobre marketing para sindicatos.
Após os cursos, que foram bem avaliados, o IEL contratou o SMG para realizar o planejamento estratégico dos sindicatos – levando em conta também seu background em projetos similares, como o realizado no Sindicato Calçadista de Jaú e no Sebrae-ES, com o Arranjo Produtivo Local dos fabricantes de aguardente.
O planejamento estratégico dos sindicatos patronais afiliados à FIEMT, realizado no início de 2008, se baseou em entrevistas pessoais com os presidentes ou principais assessores de cada sindicato. Para isso, o consultor do SMG Edoardo Lantieri, juntamente com o consultor da FIEMT Marco Aurélio Coelho, viajou por todo o Mato Grosso, percorrendo quatro mil quilômetros em duas semanas, para visitar cada sindicato. “Pegamos estrada de terra, passamos no meio da Amazônia, furamos pneu... aventura, mesmo. Tudo para conseguir realizar o trabalho dentro do cronograma”.
 O consultor Edoardo Lantieri viajou todo o Mato Grosso em duas semanas
As entrevistas seguiam um roteiro com perguntas sobre o histórico do sindicato, sua estrutura, seu relacionamento com a FIEMT, seus objetivos para 2008 e os planos de ação para alcançá-los, etc. “O legal foi que a gente deu oportunidade, a pedido da própria Federação, para que eles falassem o que ela podia oferecer a cada sindicato para que eles se fortalecessem”, conta Edoardo.
Assim, a Federação poderia ter uma nítida visão das dificuldades enfrentadas por cada sindicato, suas falhas e a melhor maneira de ajudá-los. Afinal, se o sindicato é fraco, a Federação automaticamente fica fraca. A FIEMT queria nivelar os sindicatos, para que todos oferecessem pelo menos o básico às empresas associadas.
O contato direto com os sindicatos ajudou na identificação de seus problemas e desafios. “O bacana desse projeto é que a gente foi in loco e fez entrevistas de quarenta minutos a uma hora com os presidentes. Então apareceram coisas muito legais, você realmente via a distinção entre um sindicato e outro, justamente o que a Federação imaginava”, conta Edoardo. “Havia sindicatos muito bem estruturados, que tinham dinheiro, muitos associados e estavam fazendo tudo direitinho. Havia sindicatos com dinheiro, mas que não faziam nada, porque eram mal administrados. E outros que queriam fazer diversas coisas, mas não tinham dinheiro”.
 Foram realizadas entrevistas com os presidentes de cada sindicato
O valioso material conseguido nas entrevistas foi entregue à FIEMT sob a forma de um relatório. Assim, “A Federação conseguiu ter uma visão geral de tudo o que precisava fazer e, como a gente fez a descrição por sindicato, conseguiu ver os problemas específicos de cada um”.
Entre os problemas gerais apontados pelo SMG estavam a falta de planejamentos estratégicos e planos de ação, uma fraca interação entre alguns sindicatos e o sistema SESI/SENAI/IEL, que forma a FIEMT, e a pouca divulgação dos benefícios de se fazer parte do sindicato. Como sempre faz, o SMG apresentou, junto com o resultado da pesquisa, diversos insights estratégicos, recomendações do que fazer para superar os problemas. Entre eles estavam:
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Instrução para planejamento estratégico: os gestores dos sindicatos precisavam ser instruídos teórica e praticamente sobre planejamento e execução de planos estratégicos. Para isso foram recomendados treinamentos em planos de negócio e planos de marketing
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Profissionalização do capital humano: seria necessário profissionalizar os colaboradores sindicais para melhorar os serviços prestados
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Delegacias da FIEMT em cada região: a sede da FIEMT fica em Cuiabá, o que dificulta o contato entre esta e os sindicatos localizados nas regiões mais distantes. Isso poderia ser evitado com a implantação de estruturas físicas da FIEMT nessas regiões
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Um site oficial para cada sindicato: todo sindicato deveria ter um site que tivesse pelo menos conteúdos básicos como informações institucionais, principais produtos e ações, organogramas, contatos e datas de reuniões.
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Divulgação dos benefícios do sindicato: os sindicatos deveriam divulgar os benefícios que geram às empresas. Quando os empresários não consideram os sindicatos atrativos, pensam que não vale a pena pagar as mensalidades
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Explicação e divulgação do associativismo: uma das ações mais importantes seria fazer as empresas entenderem o que é associativismo, passando a saber que é necessária a união das empresas e que os sindicatos servem para defender o segmento como um todo, trazendo grandes benefícios aos associados
A FIEMT aplicou as recomendações do SMG, contando para isso com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), entidade superior a ela. Apresentando uma pesquisa que buscava seu aprimoramento e mostrava todas suas necessidades, a FIEMT teve mais facilidade para conseguir verbas, como a usada para criar um site para cada sindicato.
Após a pesquisa, o consultor do SMG Helton Haddad viajou para o Mato Grosso para finalizar o projeto com reuniões com os principais sindicatos e com a definição do Planejamento. Além disso, ele realizou treinamentos teóricos e práticos para a elaboração de planejamentos estratégicos e planos de ação, para dez sindicatos considerados estratégicos pela FIEMT.
“Essa maratona de formação não só faz com que as três casas da Federação cresçam e identifiquem dificuldades”, afirma Edoardo Lantieri, “Faz também com que o empresário saiba que o sindicato está indo atrás de coisas que realmente fazem falta para ele e realmente vão impactar no seu negócio, no seu dia-a-dia”.
Para chegar a esses resultados, o SMG precisou viajar 4 mil quilômetros, passar por estradas de terra e pelo meio da Amazônia, enfrentar pneus furados... mas temos a convicção de que ao fazer isso, tornamos o caminho para o fortalecimento da FIEMT muito menos árduo.
 Enfrentamos obstáculos para que você tenha um caminho mais tranquilo
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